Se você acha que carregar dois celulares é complicado, imagine Benjamin Franklin trocando de óculos o tempo todo — um para ver de longe, outro para ler de perto. A frustração foi tanta que ele pegou uma tesoura, cortou as lentes ao meio e colou metade de cada par em uma única armação.
Nascia, em 1784, a lente bifocal: metade superior para longe, metade inferior para perto. Gambiarra? Não. Genialidade pura. Afinal, a evolução dos óculos é repleta desses momentos e, em cada época, resolveu o problema da visão à sua maneira.
E para mostrar como a Ótica Exata, com 56 anos de história, está exatamente nesse continuum de tradição que se também se reinventa, este artigo vai trazer algumas curiosidades sobre a evolução dos óculos ao longo da história. Confira conosco e boa leitura!

Perguntas frequentes sobre a evolução dos óculos
Artesãos anônimos de Pisa e Veneza, por volta de 1290, criaram as primeiras lentes montadas em armações de madeira unidas por rebites, conhecidas como “óculos de leitura”.
O imperador romano segurava esmeraldas polidas nos olhos para reduzir o brilho solar durante as lutas de gladiadores, possivelmente devido à sensibilidade ocular.
Modelos como o pince-nez (Século 15) se fixavam no nariz por pressão, sem hastes. Só em 1727 surgiram as hastes laterais modernas.
No Século 18, armações douradas e lentes coloridas viraram símbolo de status entre a nobreza europeia.
Nero, gladiadores e um improviso verde
A história da evolução dos óculos começa de forma inusitada. Isso porque Nero, imperador romano do Século 1, assistindo a combates brutais na arena com uma esmeralda polida na frente dos olhos. Ou seja, não era vaidade nem ostentação — embora sobrassem ambas. Era necessidade.
Na verdade, especula-se que Nero era albino ou extremamente loiro, o que tornava seus olhos claros sensíveis demais ao sol escaldante de Roma. A solução? Usar pedras preciosas como filtro. Alguns historiadores acreditam que eram esmeraldas de verdade; outros, como o Museu Gioconda Giannini, sugerem que eram lâminas verdes de vidro.
De qualquer forma, Nero não estava sozinho nessa busca. Na China antiga, estudiosos usavam pedras semipreciosas polidas como lupas para ampliar textos. Além disso, em Nínive, cidade assíria às margens do rio Tigre (atual Iraque), pedras translúcidas arredondadas eram usadas para ampliar textos já em 609 a.C.
Porém, em todos os casos, a evolução dos óculos sempre esteve ligada ao desejo humano de enxergar melhor — seja para ler, caçar ou governar impérios.
Veneza, vidro e a revolução dos cristalleri
O verdadeiro ponto de virada aconteceu no Século 13, em Murano — pequena ilha ao norte de Veneza, famosa até hoje por suas oficinas de vidro. Ali, artesãos conhecidos como cristalleri dominavam técnicas de fabricação de vidro como ninguém e, por volta de 1290, eles criaram algo revolucionário.
Em resumo, eram duas lentes convexas montadas em anéis de madeira conectados por um rebite — os primeiros óculos da história. A partir daí, Veneza se tornou o epicentro da produção de óculos.
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Pince-nez, lorgnons e a era pré-hastes
Antes de os óculos ganharem hastes laterais, diversos modelos criativos (e desconfortáveis) circularam pela Europa. Por exemplo, o pince-nez, inventado no Século 15 e usado até o início do Século 20. Basicamente, ele se fixava por pressão no nariz — daí o nome francês: pincer (beliscar) + nez (nariz).
Mas se eram elegantes, também eram instáveis. Um espirro e lá se ia o pince-nez. Os lorgnons, por sua vez, tinham uma haste lateral dobrável e eram segurados na frente dos olhos como um binóculo. Práticos? Nem um pouco. Mas estilosos para a época.
Contudo, a grande virada veio em 1727, quando o ótico inglês Edward Scarlett popularizou o design moderno com hastes que se apoiam sobre as orelhas. Assim, finalmente, os óculos podiam ser usados sem precisar segurá-los ou torcer o nariz.
Benjamin Franklin e a solução da tesoura
Então chegamos a 1784. Benjamin Franklin — cientista, inventor, diplomata e, aparentemente, impaciente — estava cansado de trocar entre dois pares de óculos: um para ver de longe, outro para ler. A solução? Cortar as lentes ao meio e juntar metade de cada uma em uma única armação.
Em resumo, nascia a lente bifocal: metade superior para visão à distância, metade inferior para leitura. Simples, funcional e genial. Essa invenção pavimentou o caminho para as lentes progressivas, criadas pelo engenheiro francês Bernard Maitenaz em 1959 — que permitiram enxergar de perto e de longe com transição suave, sem divisão visível.
Franklin não sabia, mas estava antecipando o princípio que rege a evolução dos óculos até hoje: personalizar a solução para cada necessidade visual.
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Século 20: do luxo ao acesso, da função à moda
Ainda no Século 17, o cientista holandês Christiaan Huygens inventou o método para moldar lentes de vidro em formas precisas, o que possibilitou a produção em massa. Com isso, os óculos se tornaram acessíveis.
Porém, foi no Século 20 que eles passaram a ser essenciais. Afinal, foi quando a indústria ótica ganhou força nos Estados Unidos e surgiram as primeiras produções em larga escala. Em resumo, nas décadas de 1920 e 1930, os óculos deixaram de ser apenas dispositivos médicos e se transformaram em acessórios de moda e identidade.
Hoje, milhões de pessoas usam óculos tanto para corrigir a visão quanto para expressar estilo e alguns óculos de celebridades até se tornaram ícones da moda.
iVision: quando o algoritmo conhece seus olhos
E aqui chegamos ao presente — ou melhor, ao futuro que já está acontecendo. O iVision representa o próximo capítulo na evolução dos óculos. Não se trata apenas de medir a distância pupilar ou escolher uma armação bonita. Trata-se de um novo patamar de interatividade e compreensão da experiência de enxergar.
Em síntese, é a personalização levada ao extremo que, quando combinada com a expertise de um consultor especializado, transforma os dados extraídos por meio da inteligência do sistema em uma proposta realmente personalizada de lentes e armações.

Ótica Exata: 56 anos dentro dessa história
Se a evolução dos óculos nunca parou, precisamos pontuar que a Ótica Exata sempre esteve conectada a esse movimento. Afinal, desde 1970, une tradição e inovação para que cada par de óculos montado aqui seja resultado de séculos de aprimoramento técnico, conhecimento acumulado e compromisso com a precisão.
Porque, no fim, sabemos que a evolução dos óculos é a evolução do cuidado com a visão.
E toda a confiança que construímos ao longo dessa jornada mantém o foco no que está em nosso DNA: a tradição que enxerga o futuro e coloca a satisfação de nossos clientes como um resultado tangível do nosso trabalho.
